– E aí, tudo bem? (Kauan)
– Oii! Tudo ótimo e com você? (Eunice)
– Eu diria melhor agora, mas tá muito clichê já…então estou bem também. Lá no casamento a gente ficou trocando olhares, o tempo passou rápido, eu ia falar contigo mas fui embora cedo. (Kauan)
– Um pouco do clichê é sempre bom! Haha. (Eunice)
E foi assim que nossa história começou… no dia 20 de julho de 2018, por obra do destino, nos encontramos em um casamento. Encontrei um menino tão lindo, parecia um príncipe. Segundo relatos do senhorito (em breve senhor), ele pensou o mesmo. O tempo passou, a gente ficou se olhando, um sorrisinho aqui, outro ali, mas nada aconteceu.
4 dias depois, veio a solicitação para seguir no Instagram. E foi aí que ele mandou a primeira mensagem e nunca mais fomos os mesmos. Conversávamos todos os dias, até que no dia 24 de agosto de 2018, saímos pela primeira vez e o primeiro beijo aconteceu. Criamos nosso “point” de quase todo final de semana: ir para calçadinha, onde tomávamos açaí, depois íamos para a areia admirar a lua, conversar (e namorar, claro!). Para finalizar a noite, a gente dividia um prato do melhor macarrão de João Pessoa: o falecido Spaghetu’s… era tipo dama e o vagabundo, sabe? Sempre muito românticossss. É impossível explicar, mas depois do primeiro encontro, parecia que nós já éramos namorados. Para falar a verdade, parecia que a gente já era um casal há muito tempo.
Antes mesmo do pedido de namoro, ele me veio com uma mensagem tão linda: “Eunice, se você quer que o nosso relacionamento vá para frente mesmo, vamos orar para o Senhor conduzir”, foi aí que eu soube que era ele. Nunca tinha conhecido um menino mais novo e ao mesmo tempo tão maduro – e o principal: alguém que priorizasse o Senhor acima de todas as coisas, exatamente como eu sempre pedi a Ele. Depois do terceiro encontro, veio o pedido de namoro. Lembro como se fosse hoje da minha reação. Fiquei bobinha… e parando para pensar, foi exatamente a mesma de quando ele me pediu em casamento. Fiquei em êxtase. Paralisada.
Começamos a namorar e, tempos depois, veio à distância. Ele passou no Colégio Naval e os encontros de finais de semana passaram a ser trimestrais e, às vezes, até semestrais. Não foi fácil. O dia que eu deixei ele na escola foi um dos que eu mais chorei na minha vida – e minha sogrinha está de prova. Não sabia o que iria acontecer, não tinha previsão de retorno, eu só sabia que teria que esperar longos 7 anos até que essa distância acabasse.
Foram anos de encontros por chamadas de vídeo, mensagens de madrugada, risadas compartilhadas mesmo longe, e aquela sensação constante de que estávamos construindo algo que valeria a pena. As dificuldades, por maiores que fossem, só nos davam a certeza de que queríamos estar um ao lado do outro para sempre.
E, finalmente, os dias de glória estão chegando! Risos.
Agora, estamos prestes a nos tornar marido e mulher, e não poderíamos estar mais felizes em compartilhar esse momento com quem amamos! O nosso casamento será uma celebração de tudo que vivemos, das superações, do amor que só cresce a cada dia mais e o início da nossa família.